"A forma como nos vestimos é um meio de
expressão"
Daniela Barros é designer de moda, formou-se em Design de Moda pela Escola de Moda do Porto e estagiou para a marca Heavy Jeans. A designer integra o Espaço Bloom desde a sua criação, em 2010.
Já expôs criações num
dos mais conceituados salões de moda parisienses, o Who's Next,
onde ganhou o prémio de Melhor Coleção Feminina, em 2013, e foi nomeada para Melhor Jovem Criadora nos Fashion Awards.
onde ganhou o prémio de Melhor Coleção Feminina, em 2013, e foi nomeada para Melhor Jovem Criadora nos Fashion Awards.
É designer na Hush
Puppies Portugal, além de designer assistente da marca Orgnlife e de desenhar
para uma marca japonesa.
A paixão pela moda
como surgiu?
Foi surgindo, a moda é um “veículo” de expressão que liga aquele que a
desenvolve com o que a consome de uma forma mais íntima, talvez foi essa
característica que mais me fascinou.
A certeza de que
queria trabalhar nesta área sempre existiu?
Não, estudei
ciências, mas acabei por me graduar em moda.
Como foi estudar na
Escola de Moda do Porto?
Por conselho de
alguns amigos.
Considera que um bom
estágio é fundamental, isto porque estagiou com uma grande marca, a Heavy
Jeans?
A experiência
profissional prática, independentemente da natureza que tenha, é sempre mais
completa, do que quando estamos apenas a estudar a área, escolher uma boa
entidade para estagiar pode ser uma mais valia.
Qual foi a sensação
que teve ao criar a sua primeira coleção?
Um misto de
felicidade e agonia, com bastante cansaço à mistura.
Relativamente ao
percurso e aos prémios que recebeu, o que significou a atribuição do prémio de
Melhor Coleção Feminina do Who´s Next, como sabemos um dos mais
conceituados salões de moda parisienses, em 2013?
Ter o trabalho
reconhecido por entidades importantes na área, faz-me sentir uma
responsabilidade acrescida, mas o sentimento é muito agradável.
Além desse prémio, o
título de Melhor Jovem Designer em 2014 também lhe foi atribuído, qual foi a
sua reação?
Inesperada,
porque estava nomeada juntamente com dois colegas que tem um trabalho bom, o
Ricardo Andrez e o Estelita Mendonça, não estava nada à espera de vencer a
categoria, mas foi igualmente, muito agradável.
O facto de ter estado
na semana da moda de Paris, com o apoio do Portugal Fashion, sente que foi
uma mais valia?
Sim, o meu
mercado é 95% internacional, pelo que o apoio do Portugal Fashion com
a Europa e da The Citizen room Nos Estados Unidos e Canadá, é
fundamental.
No que diz respeito
aos desfiles que realizou, em 2012, esteve na Holanda, no âmbito da
iniciativa Fashionclash, pode fornecer mais pormenores acerca desse
acontecimento?
É um evento mais
artístico, em ambiente quase que de concurso. Foi uma candidatura espontânea,
fui selecionada e embarquei na aventura. Conheci imensas pessoas interessantes,
é um evento que está a crescer.
Mais tarde, em 2013,
desfilou com o Portugal Fashion na Viena Fashion Week, o que surgiu
desse evento?
Mais contactos e
comunicação.
Posteriormente, em
2014, esteve presente no Fashion Scout Londres, na London
Fashion Week, como foi essa experiência?
Londres é um
mercado de excelência, mas o mais fundamental é a comunicação que obtivemos
durante a semana de moda.
Com o apoio da Anje,
as suas coleções foram expostas no Scoop International Fashion Show em
2013 e no Capsule Show em Paris em 2014, considera que foi um grande desafio?
Sim, sendo um
showroom e a marca tão jovem foi sem dúvida um desafio, mas bastante importante
para o crescimento da marca.
O que simboliza
desenhar para uma marca japonesa?
Significa ver o
nosso trabalho globalizado.
As viagens são
vistas, na maioria das vezes, como a abertura de novos horizontes, por isso,
ter ido a vários países possibilitou-lhe novas ideias para as suas criações?
Sempre. A
inspiração ou ideias novas podem surgir nas coisas mais simples, mas no
ambiente de uma viagem, onde mesmo que em trabalho somos turistas, o estímulo
da novidade aumenta a nossa capacidade criativa.
O que a inspira
quando idealiza uma peça que pretende criar?
O corpo humano
primeiro como base para tudo.
Qual a dica de moda
que julga imprescindível?
Ser resiliente, e
ir para além daquilo que vemos à partida.
Dois exemplos de
peças que adorou criar?
Adoro desenvolver
casacos.
Do seu ponto de
vista, qual é o papel que a moda possui na atualidade?
É um meio de
expressão, a forma como nos vestimos é a forma como nos apresentamos uns aos
outros, mesmo quando uma pessoa usa farda, à partida distinguimos a sua
profissão sem lhe perguntar nada. Ou quando usamos uma t-shirt com um
determinado slogan, de alguma forma concordamos ou identificamos a nossa
personalidade com ele.
Acredita que as suas
criações, por norma, são mais direcionadas para pessoas com um estilo
específico?
No geral, sim é
para um nicho de mercado.
Como descreve a
coleção desta estação outono/inverno 2019?
Com muita
expressão.
Possui algum plano
para um futuro próximo?
Vários, mas ainda
confidenciais.
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Por: Luana Teixeira

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